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Lílian Caroline Barella de Oliveira
Comentário · há 3 anos
Não gosto de revanchismo em direito de família. Penso que não cabe, e é de uma pobreza de espírito digna de pena. Justificar negligência para com pais idosos porque em algum momento eles "infernizaram a vida dos filhos ou os abandonaram" é apenas repercutir as "ondas malditas" da maldade humana. Em muitos momentos nas relações familiares precisamos superar , perdoar, acolher, compreender ou até mesmo tolerar e suportar. O passado - o nome já diz- passou e deve ser superado. Se tens problemas emocionais em relação a isto, procure acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Entendo que por mais que os pais infernizaram sua vida ou foram negligentes...da união deles nós viemos ao mundo. Se eles abandonaram depois, ou não foram os melhores pais, pelo menos nos deixaram nascer. E isso vale, e vale muito. Nós devemos semear nas famílias uma cultura de vida, de compreensão, de tolerância e não de morte, revanchismo e do "eu retribuo o que recebi". Se tiveste uma experiência ruim com teus pais, sentiste na pele o que o desamor pode fazer; não retribua o mal com mal, porque não vai lhe acarretar nada de bom. Não vais acrescentar nada na tua vida semeando mais ódio. Ofereça o que tu podes: se é apenas cuidados básicos, já está de bom tamanho...também não precisa violentar o teu coração se as feridas ainda doem. Mas saibas que a sensação do dever cumprido é muito reconfortante, e o tempo é o bálsamo para as mais profundas feridas. Nós como filhos também não somos perfeitos; nós humanos não somos perfeitos. E quando temos filhos nos damos conta do quanto muitas vezes até sem querer repetimos os "erros" dos nossos pais. A sociedade brasileira valoriza e tem mais paciência com os jovens do que com os idosos. Isso é característica da nossa cultura pois em outros países a experiência e a sabedoria dos idosos é mais valorizada. Aqui é desperdiçada. Talvez devêssemos repensar sobre isso. E por derradeiro, não acredito que todos os inúmeros idosos que são deixados em asilos e "casas de repouso" que muitas vezes parecem mais "depósitos de seres humanos" tenham "infernizado" a vida dos filhos. Muitos até podem tê-lo feito...mas os filhos não se importam nem um pouco de tomar o cartão da aposentadoria "do infernal" e usar a parca aposentadoria deste para consumo próprio e dos netos, ou para tomar empréstimos consignados. Aí para muitos...o amor filial renasce. Esses são outros fatos sobre os quais vale a pena refletirmos, pois acontecem. O abandono afetivo inverso é uma realidade.

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